quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Talvez eu não devesse pensar.

Não me leve a mal, não me pré-julgue assim como eles sempre fazem. Não é questão de raciocínio, é decisão, ou a falta delas. Elas me atolam  o tempo inteiro e pior: estaremos sempre cercadas por elas. Afinal a vida é quase isso: uma estrada interminável dividida em vários caminhos, todo o tempo temos que decidir qual caminho tomar.

E qual caminho tomar?

Qual caminho tomar?

Eu tenho medo de me decidir, ou não sei. Eu penso demais e estou cansada de ouvir isso.

Já ouvi ao contrário também, eu sou impulsiva, não penso nada.

Aliás, para quase tudo eu sou assim: 8 ou 80. Ou tudo ou nada.

Sempre reclamam sobre mim, para mim, de mim. Reclamações. E tenho de aguentar. Temos que aguentar.

De vez em quando, os dedos tremem, a voz embarga, as lágrimas quase caem. E por quê?

Por que?

Acho que essa é uma dúvida geral
Às vezes me pergunto se a implicância é pessoal. 

Sério, eu te fiz alguma coisa? 

Parece que tudo o que eu faço é errado, tudo. Tudo. 

Eu apenas tento e tento e tento. E a cada tentativa, uma parte de mim se esvai, fica no perdida no meio do caminho. A outra prossegue nesse caminho imperfeito, indireto e incerto apenas para ver o que vai dar, no que vai dar. 

Não importa quantas vezes eu me reinvente, podem existir várias versões de mim que a implicância sempre existirá. Até porquê, não importa quantas de "nós" existam, a essência é a mesma, eu continuarei sendo a mesma e você também. 

Ou seja, a implicância é pessoal